Através dos valores gerados pela convivência entre os indivíduos, surgem convenções para ocasiões que vão além do conhecimento empírico. Estas denominam-se sorte ou azar. Isto traduz a tamanha decrescência do intelecto, que para qualquer circunstância culpa um designo predestinado.
O decorrer da vida de cada pessoa é repleto de escolhas. Cada uma destas escolhas à levará a um caminho e um fim, mas grande parte das pessoas preferem acreditar que tudo é fruto do acaso, do destino, de algo que não se pode prever.
A teoria do caos de Edward Lorenz, nos traz uma noção de que nada provém do acaso, mas que uma pequena atitude pode levar a resultados inimagináveis. Nada pode ser considerado irrelevante, até mesmo o bater da asa de uma borboleta pode ocasionar um furacão em outro lugar.
Acatando a idéia de que nada existe sem causa, podemos compreender que a ignorância pode levar até ao mais intelectual à acreditar em sorte, azar ou destino.
Todos os valores que conhecemos atualmente, advém do que convencionou-se na sociedade, portanto cabe a cada um analisar que causas levaram a cada consequência, para que no futuro aquilo que foge do nosso entendimento não seja mais denominado por palavras tão vazias, que nada traduzem e a nada respondem.
Um abraço e até a próxima,
Denise Bispo.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
quinta-feira, 31 de julho de 2014
A ultima gargalhada - Conto de Denise Bispo
A última gargalhada
Faltavam 15 minutos para as 20h, quanto
todos os integrantes do circo se reuniram no trailer do locutor. Estavam todos
muito preocupados porque nos últimos anos o público diminuíra, mas nada
explicava a arquibancada com duas pessoas, naquele sábado quente
- O
que iremos fazer?- Disse a assistente do mágico.
- O
espetáculo será cancelado? - Disse o malabarista, com voz triste, já que havia
ensaiado muito para sua apresentação com fogo, naquele sábado.
-
Chamem o palhaço! - Disse o locutor, interrompendo todas as indagações.
De repente alguém bateu à porta.
-
Deve ser o palhaço. - Cochichou a bailarina.
-
Abram já essa porta! -Gritou o que batia.
O mágico abriu a porta. Era um homem -e não
o palhaço - e ele chorava.
-
Por favor não cancelem o espetáculo! Minha filha pediu-me que a última coisa
que gostaria de fazer antes de partir, era dar uma boa gargalhada, ela está...
sniff sniff... morrendo.- disse o homem com a voz tremula e os olhos cheios de
lágrimas.
O palhaço - dono do circo- estava chegando, ouviu o desespero daquele
pai e se comoveu.
-
Mas o palhaço não vai querer se apresentar...- Começou o mágico.
-
Aprontem-se todos, hoje será o último espetáculo desse circo, e a minha última
ordem é que dêem o melhor de si, pois usaremos a purpurina mágica da alegria.
Todos arregalaram os olhos e cochicharam
entre si. O homem ficou confuso.
-
Purpurina mágica?!
-
Mas palhaço... nós deveríamos usá-la apenas quando as arquibancadas estivessem
cheias, para que todos ficassem contagiados com a magia da alegria! - Disse o
bailarino.
-
Que se dane o público, hoje a missão de vocês será ter confiança, pois só assim
a purpurina terá efeito. - Disse o palhaço.
-
Seja lá oque for, vocês são a minha última esperança, para fazer a minha filha
rir. - E o homem saiu cabisbaixo.
Todos já estavam prontos atrás da cortina.
O palhaço deu uma espiada e avistou na terceira fila o homem e uma garotinha
sem cabelos, com um casaco rosa e de aparência muito frágil. Pegou um saquinho
vermelho aveludado, e soprou o pó brilhante no rosto de cada um. E todos se
sentiram mais confiantes.
O locutor deu início ao espetáculo.
-
Boa noite senhoras e senhores, apresento-lhes a bailarina e o quebra nozes.
A música começou a tocar e os bailarinos
começaram a dançar, rodopiar e pular, sempre muito sorridentes, mas a garotinha
apenas sorriu.
Depois o mágico fez o seus melhores
truques. Cortou sua assistente ao meio, tirou coelhos e pombos da cartola, e
por fim desapareceu numa nuvem de fumaça, mas a garotinha apenas sorriu.
O malabarista, jogou coisas pro ar, desde
bolas, a pinos em chamas, e por fim soprou uma grande chama de fogo, mas a
garotinha apenas sorriu.
Todos
já estavam apreensivos, agora só faltava o palhaço se apresentar. O locutor
anunciou, a cortina se abriu, as luzes se apagaram e o holofote focou no
palhaço.
Uma música típica de circo tocou ao fundo,
mas o palhaço não entrou sorrindo e pulando como de costume. Ele deu alguns
passos para o centro do picadeiro, com as mãos no bolso, cabeça baixa, e com
seu fiel companheirinho - o macaco- no ombro.
O macaco arrancou a flor que enfeitava o
chapéu do palhaço e levou até a garotinha, que sorriu com um lindo brilho nos
olhos.
Uma valsa tomou o lugar da música de circo
e o palhaço começou a dançar. Chamou os dançarinos, o mágico e sua assistente,
o malabarista, o locutor e por fim foi até a arquibancada e convidou a
garotinha para dançar. Ela ofereceu-lhe sua delicada e pequena mãozinha e
chamou o pai para que os acompanhassem.
Fizeram uma roda e dançaram muito
contentes, o palhaço colocou-a no braço e a jogou para cima e aparou logo em
seguida, o pai se assustou, mas de repente uma gargalhada desengonçada e
contagiante inundou aquele lugar, todos começaram a rir descontroladamente se
deleitando da mais verdadeira gargalhada de todos os tempos.
Mais tarde, depois que o espetáculo acabou,
o homem retornou ao circo e bateu a porta do trailer do palhaço.
Ele abriu a porta e o convidou a entrar.
- O
que você quer? - Perguntou o palhaço.
-
Quanto o Sr. quer para me dizer a fórmula da purpurina mágica da alegria?
-
Hmm... - O palhaço puxou uma gaveta e tirou um pedaço de papel amassado e uma
caneta, escreveu rapidamente e entregou ao homem. - Pode ficar, não quero seu
dinheiro.
A caminho de casa o homem abriu o papel e
leu:
1-
Purpurina;
2-
Paz;
3-
Confiança;
4-
Fé;
5-
Esperança
Então ele percebeu que não existia nenhuma
receita da alegria, a verdadeira fórmula da felicidade estava no coração de
quem acredita.
Um grande abraço e até a próxima.
Denise Bispo
Denise Bispo
segunda-feira, 2 de junho de 2014
O verdadeiro cristão
Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos os sentidos. Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu; conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver; espera ir para o céu pelos méritos de outro; esvazia-se para que possa estar cheio; admite estar errado para que posa ser declarado certo; desce para que possa ir para o alto; é mais forte quando ele é mais fraco; é mais rico quando é mais pobre; mais feliz quando se sente o pior. Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento. A. W. Tozer
terça-feira, 15 de abril de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Um espetáculo de mediocridade
Recentemente, tem-se discutido sobre a liberdade de informação e os abusos nos meios de comunicação. Mas, a questão é: O que tem levado as emissoras a lançarem ao ar programas tão "fulos"? A grande audiência? E a formação cultural de nossas crianças, não conta?
Foi-se o tempo em que se viam programas educativos, ou que se podia deixar uma criança à vontade para assistir a televisão no horário nobre. O que vemos hoje em dia , é o que o ator Wagner Moura chama de "espetacularização da babaquice", num relato sobre uma pegadinha num desses programas de humor, onde o mesmo foi ridicularizado para sorridente deleite do telespectador.
A população não percebe que a mídia pode manipular nossa opinião e que pode nos "idiotizar". Mostram temas polêmicos e ficam na mesma história por dias a fio, muitas vezes deixando de mostrar outras coisas, como o trabalho escravo,a prostituição infantil, a violência agraria, aquecimento global e a corrupção.
Talvez seja um golpe das autoridades para esconder suas barbáries ou ineficiência, manipulam a mídia por inteiro. É a lei do pão e circo que vigora sem nos darmos conta. Bolsa família, futebol, novela, reality show. Quando as pessoas abrirão os olhos?
É preciso que algum órgão fiscalize o que a mídia transmite, e providencie para que não estejamos sujeitos a tanta mediocridade nas telinhas de nossas televisões.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Expectativas do cristão para um novo ano
Último dia do ano, essa é a hora que todo mundo olha para trás e pensa: "nossa, como passou rápido!". A chegada de um novo ano, sempre traz muitas expectativas e esperanças e para o crente não é diferente. Mas será que fogos de artifício, champanhe, roupas brancas e votos de felicidades é tudo o que precisamos para começar o ano novo com o pé direito?
Ok, agora falando sério... tô orando por você que vai pro ano novo com calcinha/cueca branca, vermelha, verde, etc! Porque, meu caro amigo não é assim que se consegue paz, amor e prosperidade (seria muuuuito bom se fosse fácil assim!) para ter paz e amor, temos que ter antes de tudo Deus dentro de nossos corações e a prosperidade só se alcança ralando muito dia pós dia, com muito esforço e muito suor!
Bom mesmo é passar a última página do calendário refletindo no que você fez de bom, pra ficar feliz, e no que você errou, para que no próximo ano não erre novamente. É a hora perfeita pra olhar pros céus e agradecer a Deus por tudo que você tem, mesmo que não tenha nada, pois ainda tem a sua vida, que é a maior dádiva que Ele nos dá todos os dias.
Na virada do ano, o que eu mais quero - e espero que você também - é estar na presença de Deus, louvando e agradecendo por tudo ,mesmo que este ano tenha sido difícil pra mim, e claro, pedindo a ele que venham dias melhores.
Agora a dica é para o próximo ano:
*O potinho da felicidade
Corra na sua cozinha, procure um potinho de vidro, retire o rótulo, enfeite a tampinha, cole um papel com o nome Felicidades. E no próximo ano, toda vez que acontecer algo de bom, escreva num papelzinho e guarde. No último dia do próximo ano você poderá recordar todas as coisas boas que lhe aconteceram! ... o meu já está pronto! :D Um feliz ano novo a todos, até a próxima. Grande abraço, Denise Bispo.
Corra na sua cozinha, procure um potinho de vidro, retire o rótulo, enfeite a tampinha, cole um papel com o nome Felicidades. E no próximo ano, toda vez que acontecer algo de bom, escreva num papelzinho e guarde. No último dia do próximo ano você poderá recordar todas as coisas boas que lhe aconteceram! ... o meu já está pronto! :D Um feliz ano novo a todos, até a próxima. Grande abraço, Denise Bispo.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Fé ou interesses pessoais?
Durante o século XVI, crise do cristianismo, houveram várias reformas protestantes que resultaram, posteriormente, em divisões entre os seguidores do cristianismo. Na época em que estes movimentos surgiram, não eram aceitos, ao contrário do que se vê atualmente, onde a população já é 22,2% protestante.
Com o surgimento da imprensa, as pessoas tiveram mais acesso à leitura, inclusive da Bíblia, e desta forma surgiram novas interpretações que contradiziam as doutrinas da igreja católica.
Martinho Lutero foi um dos pioneiros que lideraram a reforma protestante, e desde então vemos a cada dia surgirem novas interpretações, que desencadeiam novas igrejas, com diferentes doutrinas.
Atualmente, muitas dessas igrejas protestantes, assim como a igreja católica, vem distorcendo a palavra, pregando apenas a prosperidade. Deixando de ensinar o que realmente está escrito na Bíblia.
Em busca de prosperidade, bens materiais, curas e milagres, muitas pessoas tem deixado a igreja católica para seguir as igrejas protestantes.
Essas pessoas precisam se dar conta, de que, segundo às sagradas escrituras, a prosperidade não tem nenhuma ligação com a conversão, e sim com uma vida de oração, sacrifícios e plena intimidade com Deus.
Assinar:
Postagens (Atom)





